Grupo 03
• Carla
Santos da Silva - 11821BSI204
• Gerson
Luiz Gonçalves Dias -11621BSI226
• João
Victor J. C. M. Ferreira -11721BSI237
A origem das Organizações
Nesse texto iremos discorrer sobre o conceito e origem das
organizações.
Mas para tal, é interessante entender porque elas existem,
segundo Coelho (2004) as organizações existem, pois todos precisamos de bens e
serviços para viver e são as organizações as responsáveis por produzir esses
bens e serviços. Portanto as organizações existem para atender às necessidades
e desejos da sociedade e do mercado, podendo ser organizações privadas ou
públicas.
Por exemplo: aquele seu videogame bacana, aquele
refrigerante bem gelado, aquele seu carro ou mesmo moto são produtos
provenientes de organizações, mas também podemos incluir nesse conceito os
serviços de energia elétrica, água, ou demais serviços públicos.
Agora, de onde surgiram as organizações?
A respeito disso Coelho (2004) diz que:
"Na Antiguidade, roupas e víveres eram produzidos na própria casa, para os seus moradores; apenas os excedentes eventuais eram trocados entre vizinhos ou na praça.[...] Alguns povos da Antiguidade, como os fenícios, destacaram-se intensificando as trocas e, com isto, estimularam a produção de bens destinados especificamente à venda. Esta atividade de fins econômicos, o comércio, expandiu-se com extraordinário vigor". (COELHO, 2004, p. 5).
Nos primórdios da sociedade não havia a necessidade de se
juntar pessoas e produzir grandes quantidades de produtos ou mesmo oferecer
muitos serviços, mas com o início do Capitalismo, o interesse em aumentar os
lucros cresceu e com isso a necessidade de se produzir se tornou evidente
transformando pequenas oficinas em grandes fábricas, aumentando a demanda de
funcionários e sofisticando os produtos produzidos.
E vemos que, nos
tempos contemporâneos, as organizações ganharam complexidade e volume se
expandindo a nível global. As organizações estão melhorando a cada dia,
impulsionadas pela alta competitividade afim de cada vez mais satisfazer o
mercado consumidor.
Definição de Organização
Algo fundamental é destacar a diferença entre Organização e Estrutura Organizacional. A Organização é a união de pessoas, ideias, ideologias, e recursos para atingir objetivos. A Estrutura Organizacional trata da forma como essa organização será racionalizada, seus métodos e estruturação para agir.
Muitos autores trabalham sobre suas perspectivas o conceito
de Organização. Neste texto vamos focar dois que estão entre os mais
relevantes.
O primeiro é o conceito desenvolvido por Cury (2000) a
partir da união de conceitos de autores diversos: “[...] a organização é um
sistema planejado de esforço cooperativo no qual cada participante tem um papel
definido a desempenhar e deveres e tarefas a executar”. (CURY, 2000, p. 116).
O segundo conceito é de Meireles e Paixão (2003). Relacionando a ideia de estrutura complexa de Gareth Morgan, à ideia de artefato de Herbert Simon, Meireles e Paixão chegaram ao seguinte conceito:
"[...] a organização é um artefato que pode ser abordado como um conjunto articulado de pessoas, métodos e recursos materiais, projetado para um dado fim e balizado por um conjunto de imperativos determinantes (crenças, valores, culturas etc.)". (MEIRELES, 2003, p. 46).
Meireles (2003) divide este artefato complexo em cinco questões básicas:
"Quem? Como? Com quê? O quê? Por quê?
O “quem” é o humanware – conjunto de pessoas requeridas pelo
artefato.
O “como” é o software – tecnologia procedimental, a maneira
de fazer as coisas.
O “com o quê” é o hardware – conjunto de recursos materiais
(incluindo financeiros): equipamentos, máquinas, valores escriturais, créditos
e valores.
O “o quê” é o foco – alvo de toda ação administrativa
desenvolvida no interior do artefato.
O “por quê” são os imperativos determinantes – fonte da ação humana administrativa: apetites, sentimentos, interesses, atitudes, hábitos, cultura, crenças, valores, princípios." (MEIRELES, 2003, p. 46).
Classificando as Organizações
Cury (2003) traz a classificação das Organizações segundo três critérios: Flexibilidade, Complexidade e Evolução Histórica.
Flexibilidade: as Organizações menos flexíveis tendem ao estilo de organização burocrática e as Organizações mais flexíveis tendem ao estilo de organização adhocrática. Os conceitos de Burocracia e Adhocracia foram desenvolvidos respectivamente por Max Weber e Alvin Toffler.
A Complexidade está ligada diretamente aos processos internos
da organização, sua estrutura e à forma com que ela age.
De modo geral Complexidade não significa necessariamente tamanho, uma grande empresa pode ser menos complexa que uma pequena empresa.
Cury (2003) divide as empresas em três tipos segundo sua complexidade:
"• Empresa
de 1º tipo, isto é, empresa tradicional, de tecnologia simples, de produção
rotineira, de ambiente estável, mecanicista, com ênfase em suas próprias
atividades;
• Empresa
do 2º tipo, isto é, empresa um pouco mais complexa, tanto no que diz respeito à
tecnologia utilizada quanto no que se refere ao cenário de produção, não tão
programável, de ambiente de certa complexidade, com ênfase no indivíduo,
procurando motivá-lo no trabalho, portanto organiza;
• Empresa do 3º tipo, isto é, empresa de tecnologia de ponta, às vezes nova, de ambiente de alta incerteza, turbulento, de alta interdependência entre suas diversificadas áreas, com ênfase grupal, buscando a mobilização da força de trabalho, induzindo a uma abordagem adhocrática e contingencial, com estruturas predominantemente temporárias". (CURY, 2003, p. 131).
Atualmente as organizações mais são complexas, em virtude de se moldarem aso padrões de mercado da atualidade.
Evolução Histórica: com relação a este conceito, destacamos a adaptação da organização segundo o momento histórico.
Segundo Cury (2003) existem três modelagens das organizações em busca de efetividade: Tradicional, Moderna e Contemporânea, é importante ressaltar que todos os momentos foram fundamentais para se entender e chegar ao estilo mais adequado de cada empresa dentro de suas limitações e objetivos.
As organizações fazem parte do nosso cotidiano e é praticamente indivisível do nosso modelo de vida atualmente. Somos dependentes de muitos produtos e serviços e cada vez mais somos envolvidos com suas inovações. Neste texto podemos conhecer um pouco da origem e de suas classificações. Esperamos ter contribuído um pouco com o conhecimento de quem leu até aqui e até a próxima postagem.
Referências Bibliográficas:
COELHO, Fábio Ulhoa. Manual de direito comercial. São Paulo:
Saraiva, 2004.
CURY, Antonio. Organização e métodos: uma visão holística. –
7. ed. rev. E ampl. – São Paulo: Atlas, 2000.
MEIRELES, Manuel. Teorias da administração: clássicas e
modernas. São Paulo: Futura, 2003.


Interessantes abordagens e exemplos dados. Acho extremamente importante para nós tanto como em sociedade como em indivíduos, entender a forma de que as organizações atuam em nossas vidas, em como funcionam.
ResponderExcluirAlém disso, achei ótimos os exemplos dados e a forma que as explicações foram abordadas, de forma clara e simples.
Muito interessante. A contextualização histórica ajuda a compreender a necessidade das organizações e o grau altíssimo de influência que elas têm em nossas vidas. Não fosse essa produção em massa incentivada pelos negócios, por exemplo, a fome e miséria no mundo não teriam sido tão reduzidas quanto foram nos últimos 200 anos.
ResponderExcluirAmei a postagem. Falaram de forma ainda mais contextualizada sobre as teorias organizacionais, e demonstraram na prática a abordagem multi-teórica que citamos em nossa apresentação. Complementaram o assunto de forma perfeita. Se tivesse sido combinado, não teria saído tão bem :,) estão de parabéns pessoal. Abraços!
ResponderExcluirMuito interessante a postagem
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